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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Papel higiênico: tamanhos suspeitos

SAULO LUZ
DO JORNAL DA TARDE

Um de cada cinco rolos de papel higiênico vendido no mercado paulista tem irregularidades, como comprimento e largura menores do que o informado no pacote. Esse é o resultado de um teste realizado nesta semana pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado do São Paulo (Ipem-SP).

O órgão testou rolos de papel higiênico vendidos em todo o Estado no início desta semana e encontrou irregularidades nas medidas de 19,5% deles. Passaram pela verificação 46 lotes de rolos de folha simples e dupla (de 50, 60 e 300 metros) e aprovados 37 deles.

Os outros nove foram reprovados (19,5%). Em 2007, o índice de reprovação foi de 38% . “Apesar da diminuição, o índice de irregularidades ainda é muito alto e causa prejuízos ao consumidor”, afirma Vera Lúcia Gonçalves, supervisora técnica de serviços de pré-medidos do Ipem-SP. A situação se agrava pela dificuldade para se conferir a medida correta no local de compra.

Os rolos foram analisados no laboratórios do instituto. Para verificar se as dimensões correspondem ao indicado na embalagem, os técnicos desenrolam o papel higiênico e medem o comprimento e a largura do papel.

Dos produtos vendidos na Capital, 33,3% apresentavam medidas inferiores às informadas e duas marcas foram reprovadas. Em todas as 14 unidades do rolo de papel Mili, de 300 metros, o comprimento estava 65 centímetros inferior ao anunciado na embalagem. Já no Mirafiori de 50 metros faltavam 19 centímetros. “Parece algo pequeno, mas o consumidor não vê e paga mais por menos”, diz Vera Lúcia.

De todas as empresas com marcas citadas na pesquisa e que foram contactadas, apenas a Manikraft (dona dos produtos Mirafiori, Gardênia, Primavera, Yuri, Mascot, Guri, Garoto, Caçula, Tupi e Primavera) atendeu o JT, mas assim mesmo não explicou as irregularidades.

Das marcas vendidas no Interior, as que apresentaram problemas mais graves foram a Classis de 30 metros (com 31centímetros a menos) e Dubbom de 300 metros (8 metros a menos). Foram analisadas, ainda, Primavera, Scott, Dama, Mili Bianco e Stylus.

As empresas com marcas irregulares serão autuadas e devem retirar os lotes de produtos defeituosos dos pontos de venda. Terão dez dias para apresentar defesa. Após esse período, é feita análise para a aplicação multas que variam de R$ 100 a R$ 50 mil, com valor dobrado em casos de reincidência.