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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

PF prende 10 por tráfico de drogas emagrecedoras

Fonte: O Dia Online - Site Terra

Brasília - A Polícia Federal prendeu 10 pessoas, na manhã desta quarta-feira, durante a Operação Vênus, que desarticulou uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas emagrecedoras e na lavagem de dinheiro.

Segundo a assessoria da PF, foram presas oito pessoas em Belo Horizonte, uma em Roraima e uma em São Paulo. Na casa da única mulher que ainda não foi presa, que ora em um bairro nobre de Belo Horizonte, a polícia apreendeu documentos e obras de arte.

Os 11 mandados de prisão temporária e os 16 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte (MG). As diligências contam ainda com a participação da Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais.

A Operação Vênus desarticula a principal organização criminosa produtora das chamadas "pílulas brasileiras de emagrecimento", que viraram febre no mercado internacional, principalmente no americano, onde o kit de Emagrecesim, suficiente para uso durante 45 dias, custa acima de US$ 200. O crescimento das vendas das "pílulas brasileiras de emagrecimento" nos Estados Unidos tem chamado a atenção das autoridades sanitárias e policiais locais.

A Operação Vênus contou com trocas de informações entre a Polícia Federal e os órgãos americanos FDA (órgão sanitário federal) e DEA (órgão policial federal de combate ao tráfico de drogas).

A investigação, iniciada há 5 meses, foi realizada por policiais federais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Superintendência Regional em Minas Gerais e da Divisão de Controle de Produtos Químicos da Coordenação Geral de Repressão a Entorpecentes, juntamente com a Procuradoria da República em Minas Gerais, a partir de informações obtidas pela Polícia Federal e pela Superintendência de Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais.

As informações mostravam a existência de um esquema de fabricação e exportação ilícitas do medicamento de nome comercial Emagrecesim, realizado sob a coordenação de um membro da quadrilha que se apresentava como empresária atuante nos ramos farmacêutico e de cosméticos, spas para emagrecimento, moda, arte e de jóias.

O Emagrecesim seria ilegal pois não existe a devida autorização dos órgãos sanitários competentes, bem como ao fato do medicamento ser vendido como se fosse produto fitoterápico, 100% natural, quando, em realidade, conteria em sua composição substâncias psicotrópicas e anorexígenas, causadoras de dependência física e psíquica.

A operação, batizada de Vênus, faz alusão à deusa romana da beleza, já que os presos pertenciam a uma quadrilha que realizava a produção e exportação de medicamento ilícito, anunciado como verdadeira "fórmula milagrosa" para emagrecer, apto a garantir aos usuários a obtenção de um corpo perfeito.