Na tradicional comemoração da data, no dia 27 deste mês, as crianças recebem saquinhos com doces das pessoas que fizeram promessas para os santos ou que apenas querem vê-las felizes. Porém, por trás da alegria, pode haver uma série de problemas tanto para as pessoas que compram os doces, quanto para as crianças, os consumidores finais das guloseimas. Na hora da compra, por exemplo, é preciso observar uma série de detalhes para garantir que o produto que será levado tenha exatamente a quantidade informada na embalagem ou também se apresenta condições de consumo. Confira as dicas do Inmetro e da Vigilância Sanitária para evitar prejuízos.
Um dos cuidados é com o bolso. Ao comprar uma caixa de suspiros, independentemente de informar quantas unidades existem, o fabricante deve sempre destacar o peso do produto. A chefe do departamento de pré-medidos do Inmetro, Fabiana Kawasse, explica que o peso nos produtos do Dia de São Cosme e São Damião é um item essencial. Por isso, o Inmetro determina que o peso deles não pode ser muito inferior ao informado na embalagem.
- A diferença permitida nos produtos que têm de 500g a 1kg é de apenas 15g. E quando a embalagem informa o número de unidades, o que não é obrigatório por lei, a fábrica tem a obrigação de cumprir o anunciando, pois, senão, ela é multada - explica Fabiana.
Como saber se o produto está bom para consumo?
Já a parte de segurança alimentar dos produtos é garantida pela Vigilância Sanitária. No caso dos típicos artigos de São Cosme e São Damião, há uma série de características que podem ser observadas na hora da compra.
O primeiro cuidado: verificar a embalagem. A responsável pelo núcleo de divulgação e educação da Vigilância Sanitária Municipal, Zenáide Pereira, afirma categoricamente, "nunca se deve comprar produtos com embalagem violada". Com isso, o consumidor garante que uma série de possíveis contaminações no transporte e no manuseio não ocorram.
As informações na embalagem também devem receber bastante atenção. É obrigatório que todas tenham os seguintes dados: o que é o produto, a composição, as datas de fabricação e de validade, a identificação do produtor e a tabela com as informações nutricionais. Além disso, quando há corantes e glúten na composição, é preciso ter um aviso.
- É obrigatório dar destaque a essas informações, porque há muitas crianças alérgicas a corantes, por exemplo. Alguns produtos que as pessoas pensam ser inteiramente naturais, são industrializados. Há fabricantes que colocam corantes no pé-de-moleque em alguns casos. É comum existir problemas de saúde nessa época do ano por causa disso - explica Zenáide.
O armazenamento do artigo também inspira cuidados na hora da compra. Como a maioria dos consumidores procura depósitos que vendam ao atacado, é importante ver as condições de higiene do local.
- Uma coisa que acontece muito é donos de estabelecimentos colocarem gatos que, teoricamente, espantam os ratos do lugar. Mas o que acaba ocorrendo de verdade é que esses animais contaminam os alimentos - conta Zenáide, acrescentando que os produtos nunca podem ser armazenados diretamente no chão e não podem estar úmidos.
Caso o consumidor perceba problemas relacionados ao peso ou às condições de embalagem e armazenamento, ele deve ligar para o Inmetro, número 0800-2851818, ou para a Vigilância Sanitária, telefone (21) 2503-2280.
Fonte: Jornal Extra
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