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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Comprar barato sem precisar bater pernas

Pesquisa da Pro Teste mostra que, às vezes, preço menor pode estar do outro lado da rua


Rio - Do outro lado da rua, as compras podem sair muito mais em conta. Esse é o resultado da pesquisa da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) sobre os preços médios nos supermercados das principais cidades brasileiras. Segundo o levantamento, a diferença pode representar economia de centenas de reais, reforçando o que toda dona-de-casa experiente sabe: para comprar bem, é preciso pesquisar preços.

A Pro Teste coletou dados em 787 supermercados de 13 municípios. Foram avaliados 102 mil preços. Esse foi o terceiro levantamento anual da associação. A metodologia adotou compras em dois tipos de cestas, definidas por perfis diferentes de consumidores. Uma reunia 97 produtos de marca (cesta 1) e a outra, 83 produtos sem marca definida (cesta 2).

No Rio, as melhores ofertas da cesta 1 ficavam — quem diria — na Barra da Tijuca, na Avenida das Américas. Na comparação entre as redes mais baratas para a cesta 1 (produtos de marca), o Extra de Vicente de Carvalho está entre os mais vantajosos. Na cesta 2, em Bangu, o destaque foi para o Guanabara. A variação de preços no Rio pode ser observada no açúcar. O pacote de 1 quilo da marca União custava R$ 1,09 em uma loja e R$ 3 em uma outra.

A pesquisa também alerta que comprar nas lojas de conveniência só em situações muito especiais. Os produtos podem encarecer o orçamento em até R$ 1.100 por ano, no Rio, se o consumidor decidir comprar toda a cesta nesses estabelecimentos. Outra conclusão: supermercado pela Internet também não compensa, saindo a compra bem mais cara que a feita de forma tradicional, pelos corredores da loja do bairro. Uma outra curiosidade: lojas da mesma rede podem apresentar preços diferentes, seguindo o perfil socioeconômico do local em que está instalada.

O estudo da Pro Teste também fez uma comparação entre as redes mais baratas (cesta 1), das 13 cidades já pesquisadas no ano passado. Constatou-se que as melhores ofertas de preços foram encontradas nos supermercados de São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Porto Alegre (RS).

Armadilhas que encarecem as compras

Os pesquisadores agiram como se fossem consumidores comuns, em busca do menor preço dos produtos. Não foram considerados os dias de promoções, com o objetivo de fornecer orientação ao consumidor no sentido de economizar porque, segundo a Pro Teste, o brasileiro gasta 33,3% do seu orçamento doméstico nas compras de supermercado.

A Pro Teste ainda fornece um guia das armadilhas do marketing dentro das grandes lojas, o que pode encarecer mais as compras. A ausência de janelas, por exemplo, faz com que o cliente não controle o tempo e, com isso, passe mais horas no mercado... consumindo.

Aramados à beira do caixa, que trazem pilhas, revistas, balas, salgadinhos e biscoitos, são outra armadilha, assim como provas oferecidas por simpáticas promotoras de vendas, que expõem os produtos em áreas destacadas, impedindo a comparação com similares.

Produtos essenciais, mais consumidos, ficam no fundo da loja, para que o cliente passe pelas prateleiras dos menos comprados e vá enchendo o carrinho. A cor e o desenho do piso também apressam o passo do cliente, assim como corredores estreitos engarrafam e o levam a comprar mais.