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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Teste Extra: botijão de gás

Reportagem: Mario Campagnani

O botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP) é utilizado em milhares de lares no país, sendo um objeto tão comum na cozinha como a geladeira e o freezer. Porém, os cuidados com seu uso devem ser redobrados, pois um vazamento de gás pode causar sérios acidentes e até levar à morte. Pensando nisso, o Inmetro desenvolveu normas de segurança para o botijão e também para a válvula e a mangueira de gás que se ligam ao fogão ( Você já teve algum problema com segurança de gás de cozinha? ).

A norma atual estabelece uma série de medidas de segurança que antigamente não eram pensadas. Antes, por exemplo, a mangueira não tinha uma proteção interna. Hoje, é obrigatório que a peça tenha uma tela de proteção no seu interior para evitar vazamentos. Tanto que ela deve ser composta de PVC e poliéster.

- Além disso, o Inmetro determinou uma validade para todos os produtos certificados. O prazo é de cinco anos para a válvula e para a mangueira. Já o botijão passa por testes de requalificação - explica a chefe da divisão de fiscalização da qualidade do Inmetro, Márcia Rosa Franco.

Para identificar se a mangueira atende aos itens de segurança, é preciso procurar o selo do Inmetro na peça. Outra dica é verificar se ela é amarela. Antigamente, eram utilizadas mangueiras azuis, que já foram retiradas de circulação. No caso da válvula, o selo é a única segurança do consumidor na hora da compra.

Já o botijão precisa passar pela requalificação depois de um período que varia de 12 a 20 anos, quando recebe o selo do Inmetro. Os novos bujões já saem de fábrica com o selo. Mas ainda existem modelos no mercado que não apresentam a marca, pois foram fabricados antes da nova regra. Nesse caso, Márcia ressalta a importância de verificar se o produto não apresenta sinais de ferrugem e partes amassadas.

Para garantir que as normas estejam sendo sempre cumpridas, o Inmetro também realiza fiscalizações periódicas na indústria e no comércio. Além disso, os fiscais também analisam se o peso do botijão cheio, que é de 13 quilos, é respeitado.

Para garantir que não haja problemas, veja algumas dicas:

Compra do botijão: Só adquira o produto em distribuidoras, revendedores autorizados e caminhões das próprias empresas. Além disso, exija botijões com lacre e com rótulos de instruções.

Aparência: Não compre botijões amassados. Falhas na pintura causam ferrugens, criam pequenos buracos, provocam vazamentos e explosões.

Em casa: Não guarde o botijão em local fechado e sem ventilação (armários, gabinetes, vãos de escada, embaixo da pia, porões e outros).

Vazamentos: Não tente eliminar vazamentos de maneira improvisada (com sabão, cera etc).

Troca: Antes de trocar o botijão, certifique-se de que todos os botões dos queimadores estão desligados; de que o local está bem ventilado e livre de qualquer tipo de fogo.

Regulador de pressão: Só compre regulador que possua a marca de certificação no corpo do artigo.

Aperto manual: Não use ferramenta para troca do botijão. O aperto manual da borboleta é suficiente. Ferramentas forçam a válvula e podem danificá-la.

Espuma de sabão: Use apenas espuma de sabão para verificar vazamento. Se houver, mantenha o botijão em local ventilado e entre em contato com a companhia distribuidora de gás.

Mangueira: Não utilize outro tipo de mangueira em botijões. Ela não deve ser passada por trás do forno e não deve ser emendada. Também não pode fica encostada no fogão, pois o aquecimento poderá derretê-la, causando vazamento de gás.

Comprimento: O comprimento da mangueira não deve ser maior que 80 centímetros.